sábado, 10 de dezembro de 2011

Não fuja! Não tema! Deus está no controle.



... estando Maria, sua mãe, desposada com José, ... achou-se grávida pelo Espírito Santo. Mas José, seu esposo, sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente. Enquanto ponderava nestas coisas, eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo. (Mat. 1:18-20 )
A atitude de José ao saber que Maria, sua noiva, estava grávida nos parece um tanto covarde. Fugir sempre nos parece covardia embora às vezes seja preciso muita coragem e fibra moral para fugir de coisas que outros enfrentariam para sua própria desgraça.
O texto que nos narra este episódio em Mateus é estranho, pois a justificativa para a fuga de José é dupla: Ele era justo e não queria infamá-la.
Imagine-se você na situação de José. Ele e Maria tinham um contrato de casamento que ainda não havia sido consumado com as núpcias. Os costumes de casamento nesta época incluíam o compromisso formal entre as famílias e este era tão sério quanto o casamento. O jovem com sua família comparecia perante a família da noiva e juntos tratavam todas as coisas  para que as núpcias ocorressem dentro de mais ou menos um ano a contar do “desposamento”.
O homem voltava, então, ao seu lar onde construiria uma casa ou mais um quarto para abrigar a futura esposa e assim criar uma nova família.  As palavras de Jesus aos seus discípulos em João 14:3 equivaliam a um contrato de casamento. Vejam: E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também. Jesus fala como o noiva fala à sua noiva. Era isto que José estava esperando: o dia em que iria buscar sua noiva para ser sua esposa. No meio deste processo Maria chega com uma conversa estranha de que recebera a visita de um anjo e que estava grávida por obra do Espírito Santo de Deus sem ter tido relação com homem algum! Você acreditaria?
José tinha muito poucas opções diante deste fato extraordinário e inacreditável do ponto de vista humano. Só havia duas explicações possíveis. Ou Maria estava mentindo ou estava fora de seu juízo perfeito.
Havia outro elemento que tornava a situação de José em relação a Maria muito mais dramática! Ele a amava!
Como diz o texto, ele era justo, portanto não concordaria com uma mentira assumindo um filho que não era seu. Mas se não assumisse, Maria seria apedrejada por tê-lo traído durante o tempo em que deveria estar se preparando para o casamento. Que situação! O que fazer? O que você faria?
Por isso ele resolveu fugir secretamente para não infamá-la. Veja o raciocínio de José:
- Se eu fujo, todos pensarão que o pai sou eu e que eu não tive coragem de assumir.
Ele estava disposto a jogar fora sua reputação e sua honra para salvar a mulher que ele amava. Maria, por sua vez, foi muito corajosa em aceitar a vontade de Deus correndo todos os ricos de ser rejeitada por seu noivo e apedrejada pela sociedade.
Humanamente, a solução achada por José era a única que conseguiria unir sua racionalidade, sua justiça e seu amor.
Mas Deus tinha solução melhor!
O anjo foi enviado a José para lhe lembrar que é Deus quem age na concepção de uma criança e lhe garantir que Maria não havia perdido o juízo nem estava mentindo. O que nela foi gerado era obra do Espírito Santo de Deus. José poderia adotar o filho de Deus, sem medo, pois aquela criança seria verdadeiramente seu filho, embora não  viesse de sua semente.
A atitude de José nos mostra que as nossas soluções podem ser as mais criativas, abnegadas, e cheias de amor, mas a solução de Deus é sempre melhor!
Aprenda com José e Maria: Não fuja! Não tema! Deus está no controle!
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