sábado, 19 de novembro de 2011

O significado do Batismo Cristão para adultos e crianças


Certa mulher, chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava; o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia. Depois de ser batizada, ela e toda a sua casa, nos rogou, dizendo: Se julgais que eu sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa e aí ficai. E nos constrangeu a isso. Atos 16:15

O último mandamento de Jesus, conforme registrado nos quatro evangelhos e no livro de Atos, ordena que após a pregação do Evangelho os novos convertidos deveriam ser batizados e discipulados. O batismo, então, é um rito ordenado pelo próprio Senhor Jesus Cristo à sua igreja.
            As ordens dadas por Jesus à Igreja para serem repetidas através de rito de fé são chamadas por diversos nomes de acordo com o ensino bíblico e presbiteriano. O batismo e a Santa Ceia são chamados de Sacramentos, Meios de Graça e Ordenanças. São sinais visíveis de graças invisíveis.
            Cada um destes termos tem um significado muito rico para nossa vida com Deus. Sacramento vem do latim “Sacramentum” que era o juramento solene que o soldado romano fazia de dar a sua vida pelo seu país e pelo seu general. Era um elo de vida e morte, especialmente  com o seu comandante e seus colegas de armas. Desde muito cedo foi adotado pela igreja cristã latina para representar a união com Cristo representada no batismo e a continuidade desta comunhão através da Santa Ceia.
            São Meios de Graça porque, quando ministrados em obediência às ordens de Cristo, representam perfeitamente a graça de Deus outorgada pela sua bondade mediante a fé. Por isso são também chamados de símbolos do pacto da Graça. A palavra símbolo, que vem do grego “Symbolos”, significa “algo visível que carrega consigo algo invisível”. O símbolo (a água, o pão e o vinho) demonstra, tipifica e representa o simbolizado, o pertencimento ao povo de Deus, no caso do batismo, e a participação do corpo e do sangue de Jesus, no caso da Ceia do Senhor.
            São ordenanças porque foram ordenados por Jesus para distinguir a sua igreja. É interessante que os dois sacramentos da Nova Aliança substituem os dois sacramentos da Antiga Aliança com o povo judeu. O rito de iniciação no judaísmo é a circuncisão que é substituída pelo batismo com água. A continuidade do pacto no Antigo Testamento era simbolizada pela celebração anual da páscoa judaica com a morte do cordeiro.
            Após Jesus Cristo realizar o sacrifício perfeito no dia da última páscoa do Antigo Testamento, ele instituiu a páscoa cristã, a Santa Ceia. A antiga páscoa culminava com a morte do cordeiro e com o sangue sem vida, enquanto que a nova páscoa celebra a ressurreição com pão e vinho que apontam para a vida nova com Deus.
            Por isso, todos que fazem parte do povo de Deus devem receber os sinais do pacto de Deus. O batismo significa que a pessoa batizada pertence ao povo da Nova Aliança e a ceia simboliza que, diariamente, ele se alimenta de Cristo e sua vida.
            Batizamos os adultos mediante a sua profissão de fé que significa que ele se arrependeu de seus pecados e creu no Senhor Jesus. Ao contrário do que algumas igrejas ensinam o batismo cristão não é sinal de arrependimento e sim de pertencimento. É o sinal visível de pertencer ao povo de Deus! Era o batismo de João Batista que significava arrependimento, pois era uma preparação para a vinda de Cristo, mas não deve servir de parâmetro para o batismo cristão. Veja Atos 19:1-6 onde Paulo fala claramente que o batismo de João era de arrependimento e que os seus discípulos deveriam ser batizados no batismo de Cristo.
            Batizamos nossas crianças porque elas foram enviadas por Deus para uma família que tem aliança com Deus! Se os pais não são batizados eles têm que fazer sua profissão de fé primeiro para que seus filhos recebam os sinais externos da aliança, começando pelo batismo.
            Mas, e se a criança não crer quando for grande? A promessa de Deus é fiel: Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.  Pv. 22:6.
            É muito mais seguro batizar uma criança pois ao fazê-lo confiamos na Palavra de Deus que diz que dos tais é o Reino dos Céus. Um adulto pode mentir ao declarar sua fé, mas Deus não é homem para que minta! Se ele enviou uma criança para crescer em um lar cristão é porque seu desejo  é que ele seja criado como cristão dentro do pacto. Quando adulto ele poderá confirmar a fé de seus pais e da igreja que o consagraram ao Senhor em sua mais tenra idade.
            Nem o batismo, nem a Santa Ceia, nem o ser membro de uma igreja salvam. Quem salva é o Senhor Jesus recebido pela fé que pode se manifestar plenamente no adulto que a professa e gradativamente na criança. Quando esta é criada na fé e ensinada na presença do Senhor será salva pela graça de Deus no tempo próprio que só o Senhor conhece.
            Batizar um adulto é a manifestação de sua fé diante da Igreja. Batizar uma criança é a manifestação da obediência dos pais e da igreja, pela fé, na Palavra da Deus.
Postar um comentário