terça-feira, 6 de abril de 2010

3 Beijos que mudaram minha vida: O primeiro…

O 1o beijo de Charlie Brown.
O primeiro beijo é uma experiência tão marcante que só pode acontecer uma vez!
Mesmo que outros beijos se tornem memoráveis e marcantes, o primeiro é único, irrepetível e nunca mais vai ser esquecido.
Não pode ser forçado, mas pode ser roubado. Porém, mesmo roubado, tem que ser consentido.
De todas as emoções daquele momento, a que vai durar mais tempo é a emoção que não se pode descrever... Por isso nem vou tentar. Ou vou?
Bem. É um quê de estremecimento e da aventura. O desafio de aproximar-se tanto de alguém que lhe dava frios na barriga nos últimos tempos e que pouco antes era um alienígena de quem você fugia ou enfrentava em disputas intermináveis do tipo, quem é melhor?  Menino ou menina?
É  esta a indescrítivel emoção que procuramos em cada beijo de nossa história e só se satisfará quando se encontrarem os nossos lábios com os lábios de quem se quer viver junto o resto da sua vida...
Na verdade, creio que o primeiro beijo é parte de um processo muito maior, com 3 momentos sequenciados no tempo, como um bom sermão presbiteriano.
Primeiro a expectação:
Como será beijar? Perguntamos. Aí treinamos com o travesseiro, com as costas da mão, com o espelho (quem nunca tentou que atire a primeira pedra). Buscamos sabedoria nas conversas com os mais "experientes" e ouvimos dicas ridículas que nunca aproveitaremos. Depois descobrimos que sabemos muito mais que eles. Tudo isto é a expectativa do primeiro beijo! São dias, semanas ou meses que duram milênios...
Em minha época, aos doze anos, não tínhamos um nome para esta condição de quem nunca beijou. Hoje os meninos e meninas têm uma sigla para estes candidatos ao ósculo (será que puseram este nome horrível só prá desestimular os mais jovens?). Eles os chamam de BV (Boca virgem) e embora os mais velhos fiquem horrorizados, não deixa de ser bem bolado! Não consigo pensar em descrição melhor...
Depois: O beijo em si. Ah! O beijo... O BEIJO...!
Pode ser um selinho, um beijo normal ou de língua, que os antigos chamavam de "beijo francês".O meu primeiro foi deste último, o francês. Não pela minha expertise, não.  Ela é que sabia das coisas... Ela não era BV não, muito menos BVL!
E pronto. Este sempre será "o momento"! Daqueles de voltar andando em nuvens dizendo de si para si: beijei! A vontade quase incontrolável de sair gritando pela rua... O problema é que o pai dela poderia ouvir...
E aquela sensação de flutuar, o coração batendo tão forte que parece que vai sair pela boca, e eu que nem sabia que aquilo se chamava taquicardia...
Mas o melhor é aquela emoção indescritível, que não consegui descrever, mas que você provavelmente sabe... Passaremos os próximos anos da vida tentando repetí-la. Alguns, coitados, talvez se desesperem pelo caminho.
Enfim, a impressão indelével e o desejo de repetir. O engraçado é que mesmo que se beije novamente a mesma pessoa, a sensação já não é a mesma! O primeiro é único e derradeiro. Como já disse,  passaremos boa parte da vida a procurá-lo novamente, queremos, de novo, a sensação indescritível do primeiro beijo. Cada lábio, cada olhar, cada encontro ou namoro talvez seja a busca de algo que não sabemos definir, mas sabemos o que é: já o sentimos em algum sonho do passado.
Até que o encontramos de novo e descobrimos que a emoção indescrítivel que falta em todos os beijos inúteis que trocamos só pode ser repetida quando amamos alguém de verdade.
Será que o primeiro beijo é a antecipação do derradeiro amor? Talvez por isso, este primeiro tenha mudado a minha vida. Deixei a infância das fantasias e expectativas e comecei a adolescência (talvez precocemente) construindo o caminho para o beijo que mudaria meu coração prá sempre...
Só que antes de falar deste, preciso falar do "beijo que eu não dei"  no próximo post...
3 beijos que mudaram a minha vida: O beijo que eu não dei ou a noite em que o beijo foi proibido. Aguarde.
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