segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Relacionamentos fracionados: Analogias in-exatas em física, química e matemática.



Lidar com os próprios sentimentos requer maturidade. Uma pessoa madura, na verdade, não controla os próprios sentimentos reprimindo-os ou negando-os. A maturidade está em não reprimir os sentimentos e emoções, mas em direcioná-los, digeri-los, processá-los e expressá-los ou guardá-los, mediados pela razão, intuição e vontade. Você precisa ter o controle sobre a sua vida interior: isto é domínio próprio.


Somos o equilíbrio destas forças internas: emoção, vontade, intuição e razão. Se não houver equilíbrio, somos desequilibrados.

A maturidade consiste em trabalhar com todas estas forças internas de tal forma que elas se tornem em vasos comunicantes. Sabe aquele negócio que você aprendeu em física que mesmo que se encha ou se esvazie um dos vasos, eles sempre estarão em equilíbrio, pois estes vasos se intercomunicam e se equilibram?
Pois é, assim devem se intercomunicar em nosso interior estas quatro dimensões vitais.

Ao lidar com os sentimentos, precisamos aprender a acolhê-los, senti-los e processá-los numa dinâmica na qual possamos aprender, reagir, digerir e depurar. Então, deixar fluir.

Sentimentos represados são a fonte de nossas frustrações, rixas e maldades. É um tesouro maldito, que escondemos em nosso interior e que nos contamina, influenciando todas as nossas ações.

A química destas forças vitais: emoção-sentimento, vontade, razão e intuição só se equaciona quando o “eu” está no comando, obedecendo voluntariamente a Deus.

Sentimentos não processados tiveram sua origem, mas não atingiram seu fim, ou melhor, sua finalidade. Por isso são sentimentos fracionados.

Nossa vontade cortada ao invés de processada, transforma-se em vontade dividida, partida, dizimada.

Uma racionalidade confusa transforma-se em esquizofrenia (do grego σχιζοφρενία; σχίζειν, "dividir"; e φρήν, "phren", "phrenés", no antigo grego, parte do corpo identificada por fazer a ligação entre o corpo e a alma). Pessoas assim não pessoas inteiras, são pessoas fracionadas e imaturas!

O que acontece quando duas pessoas se encontram e se relacionam, quer seja amizade, namoro ou casamento?

Se são pessoas inteiras e maduras, na amizade e no namoro se somam (1+1=2). No casamento se multiplicam (1x1= 1). Jesus nos lembra que a os dois se tornam uma só carne! De qualquer maneira, o relacionamento entre pessoas maduras e inteiras potencializa o encontro e as realizações.

Quando pessoas imaturas ou fracionadas se relacionam, o encontro se fraciona e, invariavelmente, o resultado final é menor e mais pobre ou complicado do que cada ser fracionado sozinho. Analogicamente, meias-pessoas quando amigas, subtraem-se uma a outra e não raro, se anulam ( 1/2 – 1/2 = 0). Quando namoram ou casam multiplicam-se fracionariamente (1/2 x 1/2 = 1/4 ).

Por isso, pessoas imaturas ou fracionadas fazem de seus relacionamentos algo muito pior do que estar sozinho. suas vidas se fracionam, se racionam (a soma das porções para cada um é sempre menor que o todo). Relacionamentos imaturos transformam-se em dízimas periódicas…

Quando Deus está no centro, ele é o catalisador de reações transformadoras do ser. Os elementos estão ali: sentimentos e emoções, percepções e intuições, racionalidades e vontades. Deus nos ajuda a processá-los e equacioná-los. Tornam-se reagentes que, na proporção exata, mudam sua natureza íntima, transformam-se em novos elementos.

Esta é a função do catalisador: é um elemento na reação química que cria condições, potencializa ou faz acontecer, sem se modificar na reação. Todos os elementos se transformam, menos o catalisador que sai da reação química sem ter mudado a sua natureza interior, assim Deus é!

Deus é o grande inteiro. É o grande "atrator" cósmico. A causa não causada. O catalisador. A unidade que transforma seres fracionados em seres inteiros.

Transforma relacionamentos fracionados e destruidores em relacionamentos “integrais e diferenciais”.

Os matemáticos, físicos e químicos que me perdoem, mas não resisti à tentação de usar ciências exatas de uma forma in-exata apenas para dizer que, na minha opinião, pessoas inteiras relacionam-se de forma integral enquanto que "pessoas pela metade" ou fracionadas, relacionam-se de forma fracionada, pela metade.
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